quinta-feira

Efervescências



Sou Eu! Que no teu espelho vivo.
Observa-me! Não vês?
Sou Eu! Desdobrado, múltiplo e infinito
E Tu represas
As correntezas do Espírito?!
Observa-me! Aqui, teu espelho,
Sou Eu! Somos nós! Não vês!
Teu reflexo, minha imagem
Tudo é fluido e refluxo!
Nada escapa. Qual o limite entre nós?
No relance, teu olhar! Não vês?
Espelhos são abismos
De tão fundo que são
E tu? Reprimido, moderado, contido!
Espelhos são mágicos
Não vês! São portais, labirintos!
Nada escapa, aflora.
Ao ver-me, verás!
As inquietudes lúbricas, revolução.
Não verás espelho vazio
Nada escapa. Não vês!
E o vendo, já estás lá dentro.
E tudo em ti, sou eu.
Liberta-nos!
Sentirás,
Texturas, sabores, música, poesia
Nascentes de cores infinitas
A mistura dos sons
Liberta-nos! Somos um!
Somos nós!
(Carlos Barros)

13 comentários:

MPereira disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
frAgMenTUS disse...

excelente abordagem sobre a questão do eu/outro pela temática do espelho!

pessoalmente, sou avessa a espelhos físicos/materiais mas mt atenta aos reflexos e projecções interiores :)

votos de uma boa noite

Maria Clarinda disse...

Exelente mais este teu poema...e...assim me vou repetindo,mas...é o que sinto. Jhs

Carlos Barros disse...

Cara Maria,
Agradeço tua visita, bem como sua crítica construtiva e sincera.

Mas percebo que quando nos apetece escrever, vê-se dois pólos. Aquele que surge através de um hercúleo esforço de meditação, de reflexão e de análise meticulosa. O outro, em momentos de uma grande necessidade, e então surge por um esforço único, ou seja, um único impulso, como se fossem ditadas por potências misteriosas.
E quanto ao último, sinto que não somos os mesmos, quando examinamos friamente para um acabamento final.

;) Abraços fraternos.

Miguel Barroso disse...

E uma solidão nunca está sozinha, porque é livre.




Abraços d´ASSIMETRIA DO PERFEITO

Vivian disse...

..."Liberta-nos! Somos um!
Somos nós!

dizer o que?

dizer que eu preciso
reformular todo meu
guarda-roupa da alma,
depois de ter recebido
tão mágico espírito,
em minha casa...

obrigadíssima pela honra.

namastê!

bjussss

Carlos Barros disse...

Um homónimo!
Abraço

Eu disse...

Retribuindo a visita e a gentileza!
Adorei seu espaço e seus textos!
Eu (Elida)

A Flor do Sul disse...

Magnifique...
Salut de la Fleur du Sud

Frederico Salvo disse...

Um grande prazer chegar até aqui e encontrar esse belo e..digamos assim...efervecente texto.
Parabéns.

Ana disse...

Caro Carlos,

Muito bonito o poema sobre espelhos, reflexos, sombras, projeções...E claro, sobre "o outro", sempre "o outro"...Lembrei-me até de um verso magnífico de Borges, que também adorava a metáfora do espelho: "Desce a noite em minha alma e penso que Deus fez as noites, que se armam dos sonhos e das formas dos espelhos, para que o homem pense que é reflexo e inutilidade, por isso nos alarmam..."

Sobre a sua observação no meu blog http://diretoparaoaltar.arteblog.com.br/,respeito-a como vc a expressou,observando apenas que penso que Borges não pretendeu tocar o aspecto religioso e nivelar o humano com o divino, mas apenas licenciar-se poeticamente...

Aproveito a ocasião para reiterar a minha sugestão de te enviar pelo correio um cd de Bernard Fines, que vc demonstrou desejo de conhecer.Moro do lado do correio e estou acostumada a enviar para os meus amigos cds, livros, alfarrábios e afins.

Abraço da Ana

superior disse...

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May Almeida disse...

Fascinante Carlos .Sou " caloura " no circuito da Blogsfera mas de cara começei umas incursões meio sem rumo em títulos de Blog me identifiquei com o nome do seu Blog e também com esse poema.Peço-lhe permissão inclusive para publica-lo no meu facebook dando-lhe obviamente o devido crédito.Grande abraço

http://lendasdavidareal.blogspot.com.br/